Memória · Cultura · Teatro · Música · Poesia · Diadema

"O espetáculo deve ter coração. Teatro tem que ser em carne viva. Do contrário, é mero entretenimento."

— Augusto Boal

Tio Santos

Gestor e analista cultural com mais de 35 anos de experiência institucional na Secretaria de Cultura de Diadema. Cronista da história cultural da cidade. Poeta e Compositor. Parecerista credenciado em editais públicos de fomento à cultura.

35+ anos de gestão cultural
Diadema São Paulo, Brasil
Cultura memória viva

Escritos sobre cultura, memória e identidade — em especial sobre Diadema, sua gente e suas histórias. Os textos serão publicados aqui gradualmente.

Música

Minha Louca Diadema

Sérgio Lara & tiosantos · Intérprete: Caco Oliveira (2021)

Emoção que gela as minhas veias E veste meu coração com lindas roupas de seda É ela ...só ela ... Minha louca Diadema

Crônica

40 Anos de Bar do Zé

O Bar do Zé, na Rua Graciosa, celebra 40 anos como reduto boêmio, centro cultural e político de Diadema — fundado em 1983, resistente até hoje.

Poema

A Longa Jornada do Velho Xamã

Depois de esgotar a noite, conhecendo os tipos esquizóides da Avenida Industrial — o velho xamã bateu a poeira do chapéu e rumou para a cidade vermelha.

Poema

Diadema

Acorda cidade, faz tuas abluções / Te limpa cidade, regurgita teus excessos pelas vielas...

Prosa poética

Suspiro de Deus

Durante muito tempo estive mergulhado na lama dos meus instintos e assim podia contemplar o caos e a desordem das coisas...

Poema

Na Taverna de Nix

Sob o véu de Nix, a deusa imortal, desce a madrugada, constante e silenciosa, nos becos da boemia, onde o vinho é portal...

Teatro e Cultura em Diadema

O teatro entrou na minha vida pela Biblioteca Pública Municipal Viriato Corrêa, na Avenida Sena Madureira, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, cidade onde vivi toda a minha infância. Foi lá que assisti ao primeiro espetáculo de teatro infantil que vi na vida, Pluft, o Fantasminha. O espetáculo me tragou para um universo que eu não conhecia e, quando terminou, reconheci aquela experiência como única, envolvente e transformadora. Nunca mais fui o mesmo.

Cheguei a Diadema no final dos anos 1970 e tomei contato com o Teatro Escola, espaço vibrante que funcionava nos fundos da Paróquia Matriz, na Avenida Antônio Piranga. Aquele espaço não havia surgido do nada. Desde 1973 a prefeitura mantinha uma Divisão de Cultura, criada na gestão do prefeito Ricardo Putz, e foi Leda Sylvia Szochalewicz, nomeada Chefe dessa Divisão, quem transformou o antigo cinema paroquial num espaço de formação teatral. Os mais antigos do espaço gostavam de repetir que tudo havia começado com um propósito, formar público, dar uma ocupação extra ao trabalhador operário e uma perspectiva para a molecada não ficar na rua. Mas o que eu encontrei quando cheguei era algo maior do que um projeto de política pública. Era um organismo vivo.

"O teatro não era entretenimento. Era o único lugar onde a gente podia dizer o que não podia ser dito em nenhum outro lugar."

Trajetória e atuação

Mais de 35 anos dedicados à gestão cultural pública em Diadema, com atuação em comitês de seleção dos programas Aldir Blanc, Paulo Gustavo e Fundo Municipal de Cultura. Formação em Análise e Parecer Técnico de Projetos Culturais pelo IFG/Escult e pós-graduação em Arte Integrativa. Co-autor do capítulo cultural do Atlas Ambiental de Diadema.

Áreas de atuação

  • Gestão cultural pública
  • Análise e parecer de projetos culturais
  • Teatro e artes cênicas
  • Políticas públicas de cultura
  • Produção e fomento cultural
  • Música e composição

Formação e credenciais

  • Certificação em Análise e Parecer Técnico de Projetos Culturais — IFG/Escult, 2025
  • Pós-graduação em Arte Integrativa
  • Parecerista credenciado — múltiplos editais públicos
  • Co-autor, Atlas Ambiental de Diadema
  • Comitês Aldir Blanc, Paulo Gustavo e Fundo Municipal de Cultura